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FUNDAMENTAÇÃO INTRODUTÓRIA:
Inicialmente, o ser humano viveu o rito
Com o seu meio ambiente ainda coberto de muito gelo, o homem primitivo dependia exclusivamente da “rotina” da natureza e precisava realizar todo um cerimonial para sobreviver. Enfim, o ser humano, “como ser, fluía no meio ambiente sem se ater a uma reflexão transformadora sobre sua posição no e do mundo” (Ramos, M.B.B. O Homem Além do Homem, Mauad: 2001, p.20).
Aos ritos, somaram-se os mitos.
O mito neste contexto expressa uma representação coletiva, que chegou até nós através de várias gerações. O mito rememora, o rito comemora.
Não sendo uma atividade religiosa, a religião, neste contexto, se apresentaria numa ação de ligar, não tendo a concepção de uma instituição ou de algum dogma mas, sim, de uma ligação com o conjunto das atitudes e atos, que nos remeteria ao divino, reatualizando e ritualizando o mito.
Assim, além do ritual cerimonial foram acrescidas explicações através de um pensamento não lógico científico e sem correspondência à realidade objetiva.
Nos dias de hoje, a mitologia tornou-se objeto de estudo de uma elite intelectual, e esta seria uma das barreiras que estamos nos propomos a vencer, ao tentar levar aos leigos os ensinamentos da mitologia, lembrando que os mitos fazem parte da criação humana de uma época em que se vivia à margem do conhecimento científico, da escrita, etc.
Por fim, é importante esclarecer que além da mitologia Grega e Romana, existe a mitologia Nórdica, Suméria, Egípcia, Africana, Asteca, Indígena Brasileira, Oriental e outras, também, de grande valor para apontar a forma como a humanidade, um dia, explicou o universo e a criação do mundo e, ainda, vem explicando através de seus arquétipos.
Virginia Lopes Sampaio Nova Friburgo - Rio de Janeiro
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Mitologia e Ritos/NF/RJ Coordenação Virginia Lopes Sampaio |










